Anselmo Prata fala da crise política administrativa da cidade

por Tania Maria Garabini publicado 15/06/2020 13h43, última modificação 15/06/2020 13h43
Lamenta o abandono que a população e o servidor vem sofrendo

Anselmo Prata salientou que os acontecimentos ocorridos em Carapebus estavam previstos. Há dois anos, a comissão processante aberta para apurar as irregularidades cometidas pela prefeita e seu secretariado confirmou os crimes de responsabilidade político administrativa. “Os fatos foram comprovados legitimamente pela Câmara através do decreto lei 201, que permite ao vereador faze-lo, que é o afastamento do ordenador de despesa, prefeito, governador e até o presidente da República. A Justiça tardou mais chegou. É uma pena que não chegou antes. Porque se tivesse chegado antes, dado apoio a essa Câmara, essa tragédia com o servidor, com o povo de Carapebus, servidor e povo escravizado, não teria acontecido”.

“É triste ver a pacata cidade de Carapebus aparecer nas páginas dos principais jornais. Me lembro que isso aconteceu em 2015/2016, onde a polícia entrou na prefeitura e levou computadores e processos. Mas essa de hoje é a pior coisa que poderia acontecer. É triste porque estamos falando de um suposto desvio de quase R$ 5 milhões que seria usado para salvar vidas, matar a fome das pessoas, pagar o salário dos servidores que estão na linha de frente defendendo toda a sociedade. Esse recurso – com certeza- evitaria morte, fome porque o povo continua desassistido, sem cesta básica”, lamentou o presidente em sua fala.

Quanto aos áudios, Anselmo Prata os classificou de fraudulentos e editados por integrantes de quadrilha e que “a resposta está aí, com a presença da Polícia Federal para apurar essas irregularidades. E nós esperamos que esses fatos sejam apurados rapidamente e que o processo de afastamento volte rápido para essa Casa para vermos qual o vereador que é a favor do povo. É um absurdo ver que a prefeita termine seu mandato, fazendo o que está sendo feito contra o povo. Vou lutar até o fim do meu mandato para restabelecer a ordem, cessar os desvios, a escravidão do servidor e do povo de Carapebus”.

Anselmo Prata pediu a união de todos na cidade contra o que ele classifica de “inimigo poderoso” que utiliza o dinheiro da população, do servidor, de sua aposentadoria para “fazer manobras para se perpetuar no cargo. Existem dois lados dessa história. Um é do poder, do dinheiro e o outro é daqueles que querem soltar as amarras, as algemas do povo. Não tem um terceiro lado. Não tem mais lugar na democracia para esse tipo de política.

Em sua fala, Anselmo Prata pediu à prefeita que renuncie ao cargo e “deixe para quem tem condição e capacidade para salvar um pouco Carapebus, para dar um pouco de dignidade ao servidor público. Não dá mais para a senhora continuar diante de tantas situações comprovadas”.

Quanto ao CarapebusPrev, Anselmo acredita que até o final do ano, a situação esteja normalizada, mas que as eleições estão se aproximando e há cinco candidatos a prefeito. Ele é um dos candidatos e pretende unir todos para que lutem por Carapebus. Por fim falou de seu trabalho como funcionário na gestão de Rubens Vicente e afirmou que prestará contas de sua gestão frente à Câmara de Vereadores.