Anselmo sugere retomada de ações e quer informações de gastos públicos

por Tania Maria Garabini publicado 29/04/2020 19h32, última modificação 29/04/2020 19h32
Prefeitura não fez distribuição de cestas básicas e hospital ainda não está ativo

Em visita ao hospital de Campanha instalado na praça central da cidade, os vereadores verificaram toda a instalação encontrando apenas três leitos montados. O presidente da Câmara Anselmo Prata sugere que se use a estrutura da Clínica Municipal de Reabilitação onde podem ser criados dez leitos ou o Centro de Saúde Benedito Nunes (anexo ao Hospital) que estão totalmente vazios. “No hospital de campanha deveriam ter 20 leitos. Eles foram alugados, mas apenas três estão montados e dois não tinham os aparelhos faltando para serem montados. Quanto aos respiradores existem três no hospital Carlito Gonçalves e não foi necessário ainda”.

 O hospital de campanha é um espaço para média e abaixa complexidade. É para pacientes com febre ou tosse, mas que não precise de intubação ou ficar na UTI. “Esses pacientes poderiam ficar nesse espaço. No meu entender poderiam ficar na clínica e no ambulatório Benedito Nunes que está com as atividades paralisadas e tem salas de consultórios que poderiam ser adaptadas, já que tem leitos, banheiros, enfim estrutura para atender”.

Anselmo quer saber o valor da montagem do hospital de campanha na cidade, citando que os que foram montados em Casimiro de Abreu e em Campos dos Goytacazes estão com os valores superfaturados. “Graças a deus não temos mais casos, além dos dois registrados. Temos que agradecer também a população que mesmo não sendo assistida pelo município vem mantendo a quarentena.

Sugestão

Anselmo fez a sugestão de que se tente manter a vida normalmente. “Isso não vai acabar, temos que conviver com o vírus, pois ele não vai deixar de existir em um mês ou mais e também não há data prevista de quando a vacina estará pronta.  E indaga se a população tem que ficar esperando que o governo federal dê R$ 600,00 todo mês. “Ele vai quebra. A população não pode sair desordenadamente. A prefeitura precisa traçar um plano de ação”.

O presidente foi enfático em afirmar que o decreto de calamidade pública se deve pela falta de atendimento da prefeitura para com a população. “Dois casos de Coronavírus não justifica esse decreto. O caso mais grave é essa falta de atendimento.

Suas sugestões foram, entre outras:

- Criar um protocolo de procedimentos que possa permitir que a vida vá gradativamente voltando a normalidade.

- Adotar medidas de forma a flexibilizar a vida da nossa população e a atividade do comércio local, que ainda gera empregos. Permitir a atividade do comércio onde o dono do estabelecimento seria o responsável por exigir que as pessoas usem máscara e realize atendimento limitado em até três pessoas ao mesmo tempo, dependendo do tamanho do comercio.

- O secretário de Saúde poderá prestar informações sobre as medidas adotadas no combate a pandemia, assim como esclarecer os custos e a contratação do Hospital de Campanha e as razões para não usar a estrutura disponível em nosso município, como por exemplo a Clínica Municipal de Reabilitação ou o Centro de Saúde Benedito Nunes (anexo ao Hospital) que estão totalmente vazios.

Sugeriu também que a secretaria de Ação Social faça uma parceria com as igrejas evangélicas, pois todas têm o cadastro das famílias que fazem parte da congregação. Isso porque há dois meses se fala que não se conseguiu cadastrar as pessoas que precisam receber as cestas básicas.

 

- Permitir que as igrejas possam organizar seus encontros religiosos com público reduzido, ocupando até 30% dos espaços disponíveis, com uso obrigatório de máscara e distância mínima de 2 metros entre as pessoas, sob a responsabilidade dos Pastores ou Padre.

 

- Observar que qualquer medida deve sempre ser voltada para evitar aglomerações, o uso de máscara e manter uma distância de segurança entre as pessoas.  Temos visto, as pessoas aglomeradas em frente a casa lotérica, no Banco do Brasil. “ Era hora de a Secretaria de Saúde mandar funcionários no local e entregar as máscaras. Sugeriu também que se faça uma demarcação na calçada, para manter o afastamento exigido.