Borginho critica gasto milionário com hospital de campanha

por Tania Maria Garabini publicado 08/07/2020 13h50, última modificação 08/07/2020 14h42
E detalha que colégio foi transformado em ambulatório

O vereador Marcelo Borginho acha injustificável a prefeitura ter pago R$ 1,73 milhão para a montagem da tenda do hospital de campanha – que até o momento não foi utilizado – e ter transformado o colégio Salim Selem no novo ambulatório do hospital. E indagou por que isso não foi feito anteriormente evitando assim o gasto milionário com a tenda.

Ao mesmo tempo perguntou a razão de estarem fazendo reforma na parte elétrica do hospital e deixando assim de atender a população que precisa do serviço. “O novo diretor informou que a partir de quinta o hospital estará novamente funcionando”.

Outro sério problema citado por Marcelo Borginho é a questão da distribuição de cestas básicas para as famílias de Ubás, dos assentamentos de Capelinha, Maria Amália. Na semana passada em conversa com a secretária foi informado que a distribuição iria acontecer na quarta passada, o que não ocorreu e esta semana apesar de insistir em um cronograma de entrega Borginho não obteve resposta. “Não consigo entender; eu, os vereadores Anselmo e Deuty visitamos o deposito e vimos 200 cestas guardadas numa sala e as pessoas passando necessidade. Tem cesta para distribuir e não fazem. Não consigo entender”, voltou a frisar.

Quanto ao município, Borginho recebeu a informação que a energia elétrica do barracão foi cortada, assim como as secretarias de Educação e de Serviços Públicos estão enfrentando o mesmo problema, por falta de pagamento das contas atrasadas. “Não sei onde isso vai parar e a prefeitura não para de contratar pessoas. A Enel, em nota informou que cortou a energia de cinco prédios da Prefeitura devido a dívida de R$ 756 mil. Estão às escuras, o parque de exposição, a Secretária de Serviços Públicos, a estação cultural no Centro, a Secretaria de Educação e a escola Luiz Carlos Fragoso. A Enel informa ainda que, os cortes só foram realizados depois de cansativas tentativas de negociações da dívida, mas sem qualquer retorno da prefeitura para solucionar a pendência.