Funcionários da Cruz Vermelha estão sem receber há três meses

por Tania Maria Garabini publicado 08/07/2020 17h04, última modificação 08/07/2020 17h04
Prefeitura tirou sua dignidade, afirma Deuty

Um grupo de contratados da Cruz Vermelha denunciou ao vereador Luciano Sardinha (Deuty) que estão há três meses sem receber seus pagamentos. “Deram uma esperança de trabalho a essas pessoas e por outro lado, tiraram a dignidade. Muitos fizeram compromissos por trabalhar e esperar receber no mês seguinte – o que não aconteceu – e nem o secretário de Saúde, nem o de administração deu satisfação para essas pessoas. Ele fará um requerimento convocando o secretário de Saúde para esclarecer essa situação de atraso.

Denunciou Deuty que muitos dos jovens que foram trabalhar na Cruz Vermelha não tinham qualificação, mas foram chamados com intuito de angariar voto nessa eleição para o governo municipal. “Eu falei isso bem no começo e disse que eles precisam ser qualificados primeiro para estar à frente desse trabalho. A secretaria de Ação Social tem verba – que aprovamos ano passado - para bancar cursos de qualificação para jovens e nada foi feito”. E quanto a crítica de que os vereadores de oposição só estão fazendo críticas agora, devido ao período eleitoral, Deuty negou isso dizendo que, as críticas ao governo são feitas desde 2017 e quem tiver dúvidas pode pedir as atas das sessões.

Deuty denunciou que não material para a realização de exame de sangue no hospital Carlito Gonçalves e o mais grave foi a demora em atender um paciente com princípio de enfarto. A vítima chegou ao hospital por volta das dez horas de segunda-feira, permaneceu no local sem atendimento médico até o período da tarde, até porque não havia energia elétrica para funcionar os aparelhos. Graças a médica Karina e sua equipe o paciente foi transferido para o ambulatório improvisado no colégio Salim Selem. Ela junto com os doutores Glauco e Eduardo conseguiram atender o paciente no colégio-ambulatório.

O paciente enfartado não foi transferido para o hospital de Bom Jesus de Itabapoana, onde o município mantém convênio, porque a prefeitura não está pagando as parcelas do contrato. Com isso, pacientes graves ou leves estão sendo encaminhados para o Salim Selem onde existe apenas cama e aparelho de aferir pressão. A sala de sutura tem apenas o pessoal de atendimento e material básico. “O mais triste é ver a médica chorando porque não tem um simples exame de sangue para fazer no paciente. Ao contrário, se vê a foto da prefeita toda sorridente com a vice ao lado. Tem que ter humanidade. Chega de sorrisinho. Tem é que botar a cara no hospital para ver o que realmente está acontecendo. Faz visita de casa em casa. Tem que botar a cara e não fazer politicagem”.