Prefeitura não repassa parcela patronal e do trabalhador ao CarapebusPrev

por Tania Maria Garabini publicado 01/07/2019 17h34, última modificação 01/07/2019 17h34
Município faz apropriação indébita de recurso do trabalhador

A prefeitura não está repassando a cota patronal e segundo informações seguras, a do trabalhador para o Fundo de Previdência de Carapebus (CarapebusPrev). Isso vem acontecendo há quatro meses e a convite da presidência da Câmara, o diretor da entidade estará prestando esclarecimentos durante uma sessão. Para o presidente Anselmo Prata, o que está acontecendo é crime de apropriação indébita, já que o valor previdenciário é descontado mensalmente do salário do servidor concursado, mas não é entregue ao instituto.

O vereador Marcelo Borginho também se mostrou preocupado com essa situação, porque é desse fundo que os concursados receberão a aposentadoria. “Se não tiver repasse, não tem futuro para os aposentados. Sabemos que o repasse já foi parcelado com valores até o final do atual mandato e mesmo assim já são quatro meses de atraso”.

Vereador Albecir Ribeiro afirmou que soube do atraso no repasse patronal do CarapebusPrev de quatro meses, mas que a prefeitura deverá regularizar a dívida já que conseguiu desbloquear R$ 9 milhões em ICMS que estavam retidos pelo governo do estado.

O presidente da Câmara, Anselmo Prata disse ainda que, os R$ 7,5 milhões em ICMS retidos pelo governo do estado são para o pagamento de precatórios e a prefeitura desbloqueou para pagar as dívidas do CarapebusPrev. “Isso é lamentável porque a dívida está sendo empurrada para o governo seguinte. Quem assumir a prefeitura vai ter essa dívida para pagar. Uma dívida adquirida pelo governo atual”.

Relembrou que em 1997 até 99 o então prefeito Eduardo Cordeiro, realizou várias desapropriações e não pagou. “Isso gerou uma dívida de R$ 7,5 milhões e com isso o dinheiro do ICMS foi bloqueado, mas estranhamente ele nunca fez falta até agora. Eles alegaram para liberar que a população está em estado de calamidade”. Detalhou que o bloqueio aconteceu há dois meses, mas que a população está passando por estado de calamidade há mais de dois anos. “Eles querem liberar esse dinheiro e fazer uma farra com ele. Não irão pagar o proprietário que tem direito a essa indenização e ainda irão deixar uma divida para o governo futuro”, finalizou.