Prefeitura volta atrasar repasse do Carapebusprev

por Tania Maria Garabini publicado 02/10/2019 18h52, última modificação 02/10/2019 18h52
Dívida já está alcançando meio milhão em repasse patronal

Mais uma vez, a prefeitura de Carapebus deixou de repassar sua cota patronal para o fundo de previdência do Carapebusprev. O montante da divida é de quase meio milhão de reais. A informação foi repassada oficial à Câmara pela diretoria do instituto previdenciário. O presidente da Câmara, Anselmo Prata relembrou em sua fala que, esse novo atraso iria acontecer, já que a dívida anterior foi quitada graças ao desbloqueio de um valor que deveria ser pago por uma desapropriação, mas que a prefeitura não conseguiria quitar os débitos futuros, se não fizesse um reajuste de contas.

O Conselho Municipal de Previdência, cujo presidente André Nunes de Souza respondeu ofício legislativo informando que, do primeiro quadrimestre deste ano, falta o repasse patronal (prefeitura). Foi pago o auxílio doença referente ao mês de abril. Do segundo quadrimestre falta novamente o repasse patronal, para esse auxílio nos meses de maio, junho e julho deste ano. E dos servidores para esse fundo também está atraso referente ao mês de agosto, apesar do mesmo ser mensalmente descontado em folha de pagamento. E anexaram documento com o total de divida na ordem de R$ 424.114,55.

Marcelo Borginho lamentou novamente o novo atraso dos repasses da prefeitura para o instituto de previdência. Ele lembra que votou a favor da criação do instituto por acreditar que essa é a melhor forma de garantir ao servidor concursado uma aposentadoria digna. Sem ter que ficar contando com o sistema governamental que está praticamente falido. “Tivemos o compromisso da prefeita de que esses atrasos nunca aconteceriam. O último atraso foi de R$ 1,6 milhão referentes a fevereiro, março e abril. Tivemos sorte que a Procuradoria desbloquear a verba de desapropriação no valor de R$ 8 milhões e a dívida foi paga. Agora temos esse novo atraso”.

“Mais uma vez o dinheiro foi descontado do servidor e não foi repassado para o instituto. Nós vereadores devemos ter responsabilidade com o fundo e também de fiscalizá-lo”. Marcelo Borginho detalhou que o município deixa de repassar mensalmente ao governo federal mais de R$ 450 mil que deveria ser entregue ao instituto previdenciário. E cobrou que, esse repasse seja feito corretamente, sob o risco do servidor concursado ter que viver de cesta básica, a exemplo do que aconteceu com o aposentado do estado, devido a falência econômica do Rio.

Improbidade administrativa

Anselmo Prata lembrou em sua fala, que há dois meses quando foram desbloqueados os R$ 8 milhões referentes a um precatório de desapropriação já tinha comentado que, “se empurrou a dívida para frente, que vai cair no colo do próximo prefeito para pagar. Com esse dinheiro pagou quase R$ 2 milhões e quitou a folha de pagamento na data certa. E disse que esperaria o mês de setembro para ver se tudo seria pago na data certa. E já começou o atraso no Carapebusprev”.

“A conta não fecha de forma alguma. A situação é um caso grave. É um ato de improbidade”. E voltou a salientar que a população tem que se preocupar em escolher candidatos melhor na próxima eleição, para que não se veja atos de improbidades como esse. Falou que novamente a prefeitura publicou novo decreto de suplementação de quase R$ 3 milhões sem autorização da Câmara.