Recesso parlamentar é iniciado dia 7

por Tania Maria Garabini publicado 16/07/2020 16h17, última modificação 16/07/2020 16h17
Presidência convoca sessão extraordinária nas terça-feira

Justificando a continuidade das atividades da Câmara de Vereadores em julho – época de recesso parlamentar – o presidente Anselmo Prata foi taxativo em afirmar que isso ocorre diante da pandemia e “o Executivo não dá atende a população. Não cumpre seu papel. Enquanto as câmaras de 91 municípios deram recesso é inconcebível que essa câmara dê também uma vez que essa cidade não tem governo, que não defende o povo e o único lugar que está defendendo a população é essa Câmara. É o único lugar que está dando voz ao povo”. Mas com cinco votos a favor e um contrário, o recesso não foi suspenso.

O presidente relevou que os vereadores Albecir Ribeiro, Tânia Cabral e Antônio Marcos Pacato entraram no plantão noturno do judiciário na cidade do Rio de Janeiro com processo pedindo para suspender as sessões. “Ou seja, fechar essa Câmara. Fechar a casa do povo. Calar a voz de quem defende o povo”. Diante disso, Anselmo Prata propôs elaboração de um requerimento legislativo para suspender – de forma correta – o recesso. E questionou que para a mesma seja aprovada são necessários seis votos a favor e se o vereador Albecir Ribeiro, presente à sessão – iria votar contra ou a favor da população, pedindo pelo recesso.

O vereador Albecir citou que as Casas de cidades circunvizinhas fecharam nesse período de pandemia. O presidente criticou essa comparação alegando que nos outros municípios as prefeituras deram assistência à população. “Deram gás, cestas básicas, aluguel social para que preciso. E aqui nada disso foi feito. Esses municípios têm governo. É logico que o vereador se expõe vindo aqui, mas agora é necessário. Se tivéssemos governo que desse assistência às famílias, com certeza não precisaríamos estar aqui. O papel do vereador não é fazer o social. É de atender a população de um modo geral.

A parte do comentário sobre o recesso, o presidente Anselmo Prata pediu que a justiça devolva à Câmara o processo de cassação da prefeita Christiane Cordeiro. “Com ela cassada, vai estancar esses gastos. O próximo prefeito não vai fazer milagre, mas vai conseguir administrar a cidade”.